March 13, 2006

Protected: Encontrei…

Posted in For your eyes only..., Private at 9:23 pm by pmatos

Encontrei duas folhas nas quais escrevi sobre ti ou para ti e não me lembro se alguma vez as lestes. No entanto, aqui estão, não vão elas desaparecer e com elas aquilo que escrevi.

Sentei-me na cama, são 23.26 segundo o meu computador do dia 19 de Junho de 2002 e estou a precisar de falar com alguém, como não tenho ninguém para falar espero que as páginas que se seguem libertem esta minha necessidade de transmitir o que sinto. Neste momento e como nos momentos dos últimos quase 3 meses apenas me apetece estar com o meu amor; mas nem tudo são rosas, ou pensando melhor… são tudo rosas existindo apenas alguns espinhos. Espinhos esses que eu e o meu amor vamos aparando de vez em quando, quando julgamos necessário.
Mas comecemos do inicio, afinal de contas, tudo isto começou algures. Esse algures foi realmente num dia interessante e num local interessante mas nesse dia a àrvore do amor já em mim se encontrava plantada, mas afinal vamos ver quando é que apareceu a tal semente.
A verdade, verdadinha é que se eu me tentar lembrar o mais atrás possível apenas me lembro de uma rapariga de uma cara simpática, bonita e monitora que chegara do acampamento de verão da Gaspar Correia do ano 2001 e chorara.
Não percebi porquê, lembro-me na altura de querer ir falar com ela mas não me deram oportunidade porque os “Nunos” já estavam a tentar resolver a situação. Nesse ano, no dia 19 de Julho, exactamente à 11 meses eu dei entrada no hospital Curry Cabral dado que caí de uma grande altura a fazer escalada, na altura amaldiçoei o dia. Hoje pergunto-me se é a isto que as pessoas chamam de destino. Essas férias foram um caos, apenas tive oportunidade de estar em casa, muitas vezes com dores, lembro-me eu apenas de ter feito duas coisas: dar explicações de matemática para preparar uma amiga para o exame nacional de 2ª fase e falar com uma rapariga que aparecia bastantes vezes na internet. Coincidência ou não essa rapariga era a mesma que vi a chorar na chegada do acampamento de verão, o seu nome era (e é) Catarina, a qual durante essas férias vim a conhecer melhor, sempre e cada vez mais à medida que o tempo passava me apetecia conhecê-la ao vivo, estar um bocado com ela, falar sem ser por trás do teclado, conhecer o rosto por detrás do monitor. No entanto, o tempo passou e cada vez mais regularmente nos encontravamos na Internet, no canal do #acampamento para conversar, o tempo passou rapidamente até que chegou um dia que decidi arranjar uma maneira de a ver e também não dar a parecer que estaria realmente interessado em fazê-lo. Bastou um dia mencionar a ideia ao Rui para ele estar interessado em ajudar, ao mesmo tempo o Lourenço também quis. Tinha uma dupla carismática a ajudar, logo pouco ou nada poderia falhar, eram meados de Janeiro e a notícia espalhava-se, começaram a tratar das coisas e o Rui e o Lourenço decidiram “tomar” conta das coisas como é costume. Por mim pouco importava desde que tudo corresse bem e a Catarina fosse. Ela estava também interessada e isso ajudou bastante, o jantar realizou-se, fui buscá-la e por sorte ou azar a Karol ligou-me a dizer que era inútil levarmos dois carros até porque o estacionamento era difícil, assim decidimos ir no jipe dela até porque era maior. O jantar correu bem a não ser uma pêra que para lá houve que aqui para o caso não interessa. No entanto, não fiquei sentado ao pé dela porque me sentaram noutro lado, depois saimos e ela também veio, durante a noite tivemos sentados num bar algures e sinceramente fiquei com a sensação que de vem em quando ela ficava a olhar para mim assim com uma cara que apesar de não perceber porquê, gostei de ver. Fiquei um pouquito triste, no entanto, com o facto de ela ter decidido ir para casa com o Rui. Sendo eu a pessoa que a “trouxe” e a pessoa que falava com ela na Internet esperava que ela gostasse de ir comigo em vez de ir com o Rui mas tive azar. O tempo continuou a passar e chegava o acampamento de Páscoa, o qual seria bastante interessante e daria para ambos nos conhecermos. Dias antes decidi convidá-la a vir comigo às compras para o acampamento, de uma forma ou de outra isso iria fazer com que estivessemos juntos mais tempo no acampamento dado que partilhariamos a comida que comprámos. Neste momento senti que de alguma forma um bichinho me dizia para a conhecer melhor, o tempo que falámos na net não seria em vão, usualmente se algo não me interessa eu não desperdiço o meu tempo. Com a Catarina era diferente, ela estimulava o meu interesse por ela e esse interesse crescia. O acampamento chegara e nós partimos. Todo o acampamento foi excelente, lindo, muitos momentos não esqueci e não esquecerei. A Catarina que conhecera na net deixou apenas de ser uma pessoa da net para ser uma amiga a sério muito rapidamente. Na net vi desde cedo a inteligência e a sua afectividae. A inteligência vi eu através de respostas rápidas a puzzles reconhecidamente não triviais em termos de raciocínio, o seu desenvolvimento cerebral era espantoso. Para resolver puzzles como aqueles que eu lhe colocara eram necessário duas coisas que ela provou ter: um raciocínio matemático avançado ou um reconhecimento de padrões altamente eficiente e um interesse muito grande em querer saber e resolver. A sua afectividade foi algo que desde cedo me prendem a ela. Só o facto de ter alguém a mandar-me beijinhos, desejar boa noite todos os dias e até por vezes a chamar-me kiduh rapidamente despertou também o meu afecto.
Aquilo que descobrira na net era apenas a pontinha de um iceberg de qualidades. O acampamento revelou simpatia, sinceridade, responsabilidade, beleza, sentido de humor e muito mais. O “muito mais” tem coisas como o facto de eu começar a sentir que ela poderia a estar a ficar interessada em mim. A sua simpatia foi revelada a partir do momento em que eu olhava para ela a lidar com os outros e comigo, percebi que ela é uma boa pessoa, os seus olhos mostraram sinceridade quando falava comigo, com algumas “poses” lindas, o seu tempo para brincar e para falar a sério, e aquele afecto que eu tinha vindo a sentir aumentar estava a “amolecer-me”. Eu precisava de pensar, algo em mim estava a crescer mas estava com medo, eu não sentia que a conhecia suficientemente bem, apenas me lembrava de quando à seis anos atrás tinha namorado uma rapariga da idade dela que me deixara para trás apenas porque os pais ou amigos estavam a chatear (coisa que nunca viera a perceber) e seria ela capaz de amar realmente alguém? A minha incapacidade de acreditar em pessoal mais novo e desgosto pelo que muitas coisas que pessoas da idade dela faziam-se andas para trás mas algo foi mais forte. Nós falavamos, riamo-nos, molhavamo-nos, estavamos juntos e ganhei uma confiança e um estado de espírito com alguém que era diferente de algo que alguma vez viera a sentir. O acto de me vir trazer um chocolate à tenda (acto que nunca esquecerei) levou-me a na noite seguinte a lhe ir dizer boa noite, a tentar também demonstrar algum carinho, a abrir o meu coração, abrir o que se encontrava fechado já à algum tempo, a limpar o meu coração de desgostos passados e a prepará-lo para a felicidade futura, a dar a conhecer o meu “eu” e a não apenas a “cara feia”, “voz grossa” e as conversas sérias que a maior parte conhece. À medida que sentia dela uma resposta afectiva, também eu tentava entregar-me um pouco mais. Desde os bons dias, até as refeições, ao lavar de loiça e as boas noites, muita coisa se passou, coisas que o meu coração lembrará com alegria. Quando cheguei e passei as primeiras horas sem ela, fiquei desde logo a sentir o que teria perdido, no entanto, queria conhecer mais, e assim foi.

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